sábado, 1 de janeiro de 2011

Retrospectiva

2010 foi um ano de mudanças importantes. Passei a pintar as unhas de vermelho, virei praticamente uma abstêmia no sexo, endureci em muitos aspectos e amoleci em outros. Ralei, estudei, fiz prova e passei. Virei noites, falei que trabalharia menos e me divertiria mais. Não foi exatamente o que aconteceu. Não consegui plantar verdurinhas na minha horta, nem fiquei de bobeira escrevendo os contos que eu queria. Mas retomei o gosto pela viagem. Itacaré, Chile, praia, ski e diversão. Conheci algumas pessoas novas, vivi um romance diferente. Matei um romance velho e decadente. Quase não fui ao cinema, mas li alguns livros. Passei mais tempo alto astral do que baixo astral. Acreditei que o meu companheiro vai chegar.
Encerrei com a consciência de que sei o que eu quero, um avanço em relação ao ano passado, quando eu achava que saber o que não quero já era um grande avanço. Encerrei agradecendo. Realizei o sonho de uma vida - vou ter o meu haras. Ouvi grandes palavras de incentivo profissional. Me senti reconhecida.
Encerrei precisando organizar melhor o meu tempo. Delegar, dividir, ser objetiva e direta.
Vai ser bom, vai ser bom. I am sure!

domingo, 17 de outubro de 2010

trust in me

Ela viu a vida toda igual, mas ao mesmo tempo diferente.

A cidade era pequena, a atividade era a respeito de 4 patas compridas, úteros, folículos e diversos embriões a mais. A paisagem é bucólica, as pessoas são provincianas, fechadas e de alguma forma diferentes dela. Não tem cinema, o restaurante legal fica na cidade ao lado.
Os clientes também são chatos, os problemas também são sérios, a dedicação também é grande. Não tem praia, mas tem muito sol, calor e piscina.
O silêncio da cidade é quebrado pelos cavalinhos de pau na esquina ou pelo baixo do som do carro que passa na rua, fazendo as janelas da casa vibrarem.
Todos se conhecem. Todo mundo sabe de sua vida.

Ainda assim, deu vontade de ir.

Ela viu a vida toda diferente, mas ao mesmo tempo igual.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O retorno e a reposta.

"Você está em crise, ou sem tempo para mim?" Esse foi o retorno, depois da procura em uma sexta de noite, com a voz mais lavada do mundo como quem não quer nada.



Sem crises! Eu agora pinto as unhas de vermelho e isso muda tudo na vida de uma mulher. Vou viajar de novo, dessa vez para o Chile com a minha irmã. Fizemos altos planos de gargalhadas, compras, passeios, jantares, novas caras. Muito trabalho, ainda bem, e amando cada dia que passa. Novos projetos - aula, mestrado, alunos, pesquisa. Novas roupas, novos móveis, novo computador, nova disposição. Decisão tomada pela felicidade, e você não faz parte dela. Cozinho de noite, ouvindo um bom som e tomando um bom vinho. Compro roupas novas, lavo o meu carro toda semana. Vejo os meus amigos, fico com os meus cães, vivo as meus romances secretos. Sou uma pessoa diferente a cada dia.

Respeito o seu ponto de vista e a minha forma de ser. É uma maneira muito civilizada de dizer que eu estou cagando para você, e agora faço minhas as suas palavras. Adorei a frase e acho que vale repeti-la em diversas situações. Muito obrigada pelo presente.


Te gosto e tenho muito carinho por você. Que bom, é sempre bom saber. Mas realmente não é o suficiente para "encher barriga"...



O retorno era previsível. A resposta foi inovadora. Decidi desenvolvê-la um pouco mais, já que seria a minha última chance de te falar alguma coisa. Mas poderia ser simplesmente: "Não, não estou em crise. E o seu tempo, meu bem, simplesmente passou."



Passe bem, porque eu estou passando ótima.


Um pouco atrasada na publicação do rascunho.

Muuuuuita coisa se passou. Inclusive o "estou ótima". Posso dizer que estou bem, e gostaria mesmo de estar ótima. Muitas vezes, inclusive, até finjo. E te confesso que não é difícil fingir...

A viagem foi ótima, as roupas novas ainda estão no armário por falta de oportunidade de usá-las, e as unhas já descascaram. Começou a época do ano em que não dá mais tempo de nada, e quando eu me dou conta, a última vez que me depilei tem não sei nem quanto tempo...

Estou aqui tomando o meu vinho, o telefone não toca, o cansaço bate qualquer intenção de socialização e a imaginação vai looooonge. Quando vai ser diferente? Ainda não sei, achei que fosse ser esse ano.

E, pra piorar, acabo de perceber que o CD tocando também é o mesmo do ano passado.

Chacoalhar é preciso....

quinta-feira, 11 de março de 2010

It could've been you... parte II

Podia ter sido você mesmo. Ou ele, ou aquele outro, ou sabe-se lá quem.

Acontece que eu descobri que SOU EU! Estou adorando a minha própria companhia. Tenho saído por aí de mãos dadas comigo mesma. Acordo e me sinto bonita, para mim mesma. Descobri também que os cinco vestidos que comprei ficaram lindos, para mim mesma. Inclusive, não precisei da opinião de ninguém ao comprá-los. Trabalho e me sinto orgulhosa dos meus resultados (quando positivos, claro...) sem precisar do reconhecimento dos outros, apenas dos fatos. Entro na minha casa e fico feliz por vê-la bonita, para mim mesma. Sou eu quem dorme na minha cama cheirosa, macia e confortável, comigo mesma.

Então, meu chapa, o que eu quero mesmo dizer, é que pra me desbancar da minha própria companhia, você vai ter que ser muito bom, dar duro mesmo, me provar que você pode ser muito melhor do que eu mesma. Aí, não vai ter pra ninguém - eu vou ser só sua!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Could have been you

If you see me walking by
hand in hand with a another guy,

know that it's true,
it could have been you.

...
When I think about it,
I'm better off with out it.

Joss Stone

Palpite da sorte, domingo 13/12/09

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Coluna da psicanálise

Por Betina

Minha amiga simplesmente não consegue se deixar amar, se envolve em relacionamentos programadamente sem futuro, com homens que não a valorizam. Agora ela encontrou o Jorge, um cara mais velho à procura de um par, alguém para compartilhar bons momentos, sem pressão de casar, ter filhos, pois isso tudo ele já fez. Um cara culto, bem sucedido, realizado, com dinheiro no bolso, que gosta de viajar e curtir a vida.

"Camila" no entanto tem milhões de pensamentos por segundo e a maioria deles vai para o lado do não vai dar certo. Ele não gosta de animais, ele é velho, ele tem filhos, ele já está em outra fase profissional, ele é careca, o que meus pais vão pensar, o que meus amigos vão achar? Questionamentos impossíveis de serem respondidos, pois afinal não há nada seguro e concreto quando se trata de relacionamentos.

Somos muito amigas, mas sinto que quando se trata deste assunto, eu, como amiga dela, não consigo ajudar, talvez minha leve irritação com o fato dela complicar uma coisa que não tem que complicar, aliada a minha extrema sinceridade, estejam prejudicando minha habilidade de dar conselhos.

Por isso peço, dê seu conselho, mas diretamente para ela.

Abraço
Betina


RESPOSTA

Camila sempre gostou de ficar só, de conviver com os animais de ama-los e respeita-los. Esse amor sempre foi recíproco, ela ama os animais e eles a amam de volta. Uma troca sincera, honesta e bonita. Muito simples.

Mas na hora de lidar com homens, essa simplicidade não acontece. Quando o homem usa e abusa da sua paciência e dos seus poderes de decifrar a mente masculina, ela sente um certo conforto. O normal é esse, esperar impacientemente uma ligação um e-mail, um sinal de vida e logo depois disso, quando percebe que não vai haver um contato, se perguntar: Ligo ou não ligo? Talvez um e-mail, ou uma mensagem de texto, ou um sinal de fumaça. Pronto, já mandei, estou aliviada...já posso voltar com minha angústia de esperar uma resposta à minha tentativa de contato. E assim o ciclo se repete....

Já sua amiga Betina nasceu procurando alguém para casar, e por isso sempre procurou parceiros para no mínimo namorar. Estava sempre à procura de alguém que ligasse no dia seguinte, para depois de algumas saídas engatar um relacionamento mais estável. Isso não significa que não tenha se dado mal muitas vezes, mas isso já é outra história.

Voltando a Camila...era uma menina, uma adolescente que não pensava em namorar, e muito menos em casar e ter filhos. Sua primeira experiência sexual foi com um rapaz mais velho, assumidamente galinha, mas ela não se importou, porque não tinha esse sonho da primeira vez....passava batida do romantismo, era pragmática.

Já mais velha, teve um namorado de faculdade, o Milton, amou, foi amada, mas acabou e ela sofreu demais. Então disse, chega, não vou mais sofrer por amor. Ai apareceu o Vicente, namoraram anos, e uma hora ela viu que realmente não dava mais para eles, eram incompatíveis. Terminou com ele e sofreu muito, mas muito mais do que sofreu quando o Milton terminou com ela. Sofreu pelo término da relação e mais do que tudo, sofreu porque ele sofreu demais, ele sofreu de um jeito egoísta e feroz: A culpa é toda dela. Eu, um pobre coitado, com um pai que gosta mais do cachorro do que de mim, uma irmã com problema psiquiátrico e uma mãe perdida no meio. É muita crueldade dela terminar comigo, ela é uma megera que me fez sofrer. E então, Camila sofreu e sofreu muito, afinal deixou de amar um homem que não era compatível com ela, que a fazia infeliz, a culpa era toda dela. E ela merecia aquele sofrimento. Mas mesmo assim, disse, nunca mais farei um homem que me ama, sofrer. É muito melhor que alguém termine comigo do que ao contrário. Portanto, eu, Camila Sardenberg, venho por meio deste documento, declarar que nunca mais farei algúem sofrer por mim. Se for para alguém sofrer por alguém qeu seja eu. Pronto, assinou, reconheceu firma e foi viver.

Ser amada é muito bom, acredite. Coragem e SEJA FELIZ!

sábado, 7 de novembro de 2009

Fiz as unhas, comprei 5 vestidos com visuais diferentes. Comprei uma cadeira nova para a minha casa.

Estou esperando você.